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Papa Francisco pede calma no Equador e homenageia freira morta no Haiti

Pontífice fala sobre conflito entre indígenas e governo no país durante oração dominical Angelus. Papa Francisco na janela do Vaticano, em discurso no qual pediu calma no Equador, em 26 de junho de 2022.

Vaticano via Reuters

O papa Francisco pediu neste domingo (26) calma no Equador, atormentado desde 13 de junho por violentas manifestações indígenas contra o governo, que questionam principalmente o custo de vida no país. O religioso também prestou homenagem a uma freira morta no Haiti.

"Acompanho com preocupação o que está acontecendo no Equador", declarou o papa logo após sua tradicional oração dominical do Angelus, pronunciada de sua janela com vista para a Praça de São Pedro.

"Eu encorajo todas as partes a abandonarem a violência e as posições extremistas. Vamos aprender que a paz social só pode ser encontrada por meio do diálogo, e espero que em breve", acrescentou Francisco.

O pontífice de 85 anos desejou uma atenção especial às "populações marginalizadas e mais pobres, mas sempre com respeito pelos direitos de todos e pelas instituições do país".

A Assembleia Nacional do Equador iniciou um debate sobre o possível impeachment do presidente Guillermo Lasso, já que pelo menos cinco pessoas foram mortas e centenas ficaram feridas desde o início das manifestações.

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Irmã Luisa Dell'Orto

O Papa Francisco também relatou a morte de uma freira italiana, Irmã Luisa Dell'Orto, comentando que ela foi assassinada neste sábado (25) no Haiti, na capital Porto Príncipe. Ela "viveu lá durante 20 anos, dedicando-se sobretudo a serviço das crianças de rua", explicou.

“Confio sua alma a Deus e rezo pelos haitianos, especialmente pelos mais jovens, para que possam ter um futuro mais pacífico, sem miséria e violência”, continuou o Papa, acrescentando que a freira “fez de sua vida uma doação para os outros até o martírio".

Francisco também pediu aos que o ouvem que não esqueçam a guerra na Ucrânia.

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